No embalo da comunidade, Vila tenta surpreender no Carnaval de Corumbá

Com os 900 integrantes com o samba na ponta da língua, a Vila Mamona encerrou o desfile das Escolas de Samba de Corumbá em altíssimo astral. E o fechamento da penúltima noite do Carnaval Cultural de Corumbá foi com muita empolgação, arquibancadas e camarotes lotados, apesar do horário ter ultrapassado, e muito, as 3 da manhã.

 

Na General Rondon, a Vila começou surpreendendo com uma comissão de frente formada por 10 bailarinos do grupo de dança UNO, comandados por Jô Diuary, representando as mulheres de fibras e o espírito guerreiro. Com fantasias articuladas, os bailarinos mostraram na avenida uma bela apresentação.

 

O carro abre-alas, muito bem acabado e cheio de detalhes, trouxe a Águia, símbolo maior da agremiação. E a ave veio batendo suas asas, literalmente, pela Passarela Pantaneira do Samba. Já no começo da escola, as baianas esbanjaram graça e harmonia fantasiadas de Iemanjá, Iansã, Oxum e Nanã, orixás femininos da cultura afro-brasileira.

 

O principal casal de mestre-sala e porta-bandeira, Salgadinho e Ângela Arruda, mostraram entrosamento e destreza. Eles desfilaram de Zumbi e Dandara, símbolos da resistência negra no Brasil. Outro destaque foi a bateria comandada pelo mestre Edinho, assim como a rainha Cartilene Diniz, mas uma vez trazendo muita simpatia, empolgação e samba no pé para a General Rondon.

 

Assim como no samba, a Vila trouxe em uma das alas sua homenagem a Dona Ivone, devota de São Pedro e uma das principais responsáveis por tornar a festa do Santo padroeiro dos pescadores conhecida em todo o Mato Grosso do Sul. E foi exatamente esse o tema do último carro alegórico, uma referência a São Pedro, cuja capela continua até hoje no bicentenário bairro da Cervejaria, às margens do Rio Paraguai.

 

O Desfile da Vila terminou com a passagem da velha guarda e dos amigos da escola, que representaram a mulher no cenário político do País.

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