Após Exército, Marinha também entra na luta contra o Aedes aegypti

A partir desta quarta-feira, 17 de janeiro, dez homens do 6º Distrito Naval irão reforçar a luta contra o mosquito Aedes aegypti em Corumbá. Os militares da Marinha vão se somar aos do Exército, que desde a semana passada estão auxiliando as equipes da Secretaria Municipal de Saúde a eliminar os focos do transmissor da dengue, chikungunya, zica vírus e também da febre amarela.

 

Os trabalhos estão concentrados na região do conjunto Vitória Régia. A ação começa às 7h30, com saída da Unidade Básica de Saúde da Família Angélica Anache, localizada na rua Rio Grande do Sul, sem número, bairro Cristo Redentor. De acordo com o primeiro LIRAa (Levantamento rápido do índices de infestação do Aedes aegypti) de 2018, a localidade é a que apresenta a maior infestação da cidade.

 

Na análise feita pela Secretaria de Saúde entre os dias 8 e 12 de janeiro, o Cristo Redentor registrou índice de 7,09%. A Popular Velha identificou 6,25%; no Universitário 6,15%; na Popular Nova 5,97%; Guatós 5,95%; Jardim dos Estados 5,83%; Aeroporto 4,88%; Centro II 3,01%; Centro América 2,88%; Guarani 2,08%; Nova Corumbá 1,92%; Centro I 1,79%; e Maria Leite 1,75%.

 

No Previsul, Nossa Senhora de Fátima, Industrial, Generoso, Dom Bosco, Cervejaria, Beira Rio e Arthur Marinho não foram detectados focos do Aedes aegypti. No município, o índice de infestação ficou em 3,51%, maior que o estabelecido como tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%, mas menor que a média histórica para o período do ano, quando as chuvas ficam mais intensas.

 

Secretário municipal de Saúde, Rogério Leite afirmou que as ações de combate aos focos do mosquito estão sendo intensificadas em toda cidade, principalmente nas regiões onde o LIRAa foi maior. Contudo, ele explicou também que o índice não indica uma situação de epidemia em Corumbá, por isso não é possível fazer uso do fumacê. Mesmo assim, a Prefeitura já solicitou autorização da Secretaria Estadual de Saúde para aplicação do inseticida.

 

Segundo a gerente de Vigilância em Saúde do Município, Viviane Ametlla, o fumacê deve ser utilizado nas áreas mais criticas ainda antes do Carnaval, quando o volume de pessoas que passam pela cidade aumenta consideravelmente. Ele reforçou ainda que a luta contra o Aedes aegypti deve ser um compromisso de toda população, não só do Poder Público.  

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