A convite do presidente do grupo, prefeito visita plantas da Vetorial e Vetria

Na tarde dessa quinta-feira, 15 de julho, o prefeito Marcelo Iunes visitou as plantas de operação da siderúrgica Vetorial e da mineradora Vetria, ambas em Corumbá. Ele foi recebido pelo presidente do grupo, Luiz Nagata, e pelos diretores das duas empresas sul-mato-grossense na cidade.

Acompanhado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Cássio Augusto da Costa Marques, do secretário de Governo, Luiz Antônio da Silva, e do assessor especial Élbio dos Santos Mendonça, o chefe do Executivo municipal conheceu as etapas do trabalho de exploração e beneficiamento do minério e os planos de investimento do grupo para a região.

Prefeito em visita a mineradora Vetria (Fotos: Renê Marcio Carneiro)

“Foi uma visita muito produtiva. Pudemos ver que mais de 90% dos empregados aqui são corumbaenses. Também pudemos discutir alternativas que permitam o aumento da operação do grupo aqui na cidade. Hoje o grande gargalo para ser resolvido é o escoamento da produção”, afirmou o prefeito.

Iunes ainda destacou a importância das duas empresas para o fomento econômico da cidade e elogiou as metas traças pelo grupo para curto e médio prazo. “Também quero agradecer ao presidente Luiz Nagata, que vai doar à cidade, em parceria com a FIEMS, um ultra freezer para armazenamento de vacinas”, completou o prefeito.

O presidente do grupo Vetorial e Vetria, por sua vez, elogiou o trabalho de imunização contra a Covid-19 realizado em Corumbá, principalmente a vacinação em massa, que bateu a meta traçada pelo estudo VEBRA COVID-19 (Vaccine Effectiveness in Brazil Against COVID-19). Ele também elogiou o empenho do Município que manteve o setor produtivo em operação durante a pandemia, ainda que com diversas regras de biossegurança que continuam em execução até hoje.

Prefeito Marcelo Iunes em visita a siderúrgica Vetorial (Foto: Renê Marcio Carneiro)

Nagata ainda detalhou o projeto das empresas para as duas plantas. Na Vetorial onde a capacidade atual de produção é de 30 mil toneladas de ferro gusa por mês, a meta é colocar mais um alto-forno em funcionamento até 2023. “Isso, é claro, depende da continuidade do bom momento do minério no mercado”, explicou o presidente do grupo. Só na siderúrgica são 350 empregados próprios e terceirizados.

Na Vetria o projeto de crescimento já está em execução. A mina Manjolinho, distante cerca de 55 quilômetros da área urbana da cidade, voltou a operação em janeiro deste ano. São 2.700 hectares de área de exploração com duas pequenas barragens, de 50 mil e 80 mil metros cúbicos de rejeitos.

Na mina Lais, que é arrendada da MMX, são 724 hectares. Nela está a maior barragem da região, com capacidade para 1 milhão de toneladas de rejeitos. Todo o sistema de segurança envolvido no local também foi mostrado ao prefeito e secretários. A mina fica 25 km distante da cidade. Nas duas, também são cerca de 350 empregos diretos gerados pela mineradora.

O grupo Vetorial e Vetria utiliza dois modais para o escoamento da sua produção na região: fluvial e rodoviário. O primeiro, entretanto, sofreu com a seca do ano passado. A situação deve se repetir em 2021 e, novamente, forçar a utilização da rodovia. São quase 300 caminhões por mês só do grupo trafegando pela BR-262 quando rio fica sem condições de navegação.

O prefeito lembrou que já pediu à bancada Federal do Estado uma atenção especial à BR-262 e lembrou que o Município vem discutindo, juntamente com o Governo do Estado, a recuperação da malha viária, que liga Corumbá à Bolívia e Corumbá à Bauru-SP. É consenso que a transporte ferroviário tem viabilidade para incrementar o escoamento da produção, seja aumentando o volume transportado quanto diminuindo o valor do frete.

A visita terminou no mirante Ema Alta, que fica a quase 1 mil metros acima do nível do mar e oferece uma visão privilegiada de todo a área.

 

Skip to content