Estudantes, professores e comunidade comemoram “reconhecimento” de Porto Esperança

Fundado no início do século XX, o distrito de Porto Esperança foi durante décadas um importante ponto de transbordo de cargas e passageiros que tinham como destino Corumbá.  Após a construção da Ponte Eurico Gaspar Dutra, finalizada em 21 de setembro de 1947 e recentemente tombada como Patrimônio Cultural Nacional pelo IPHAN, o local foi aos poucos perdendo o perfil econômico e ganhando um viés bem mais turístico, principalmente para pescadores.

 

Hoje a pesca profissional é a principal atividade exercida pelas 127 pessoas que ainda vivem na região, segundo José Domingos Benites, presidente da Associação de Moradores de Porto Esperança. “Quem não é aposentado vive da pesca, do turismo”, afirmou o líder comunitário, que há 38 anos reside na localidade, situada à margem esquerda do Rio Paraguai.

 

Domingos, assim como toda a comunidade, ficou extremamente satisfeito com a reforma da escola, entregue na semana passada pelo prefeito Paulo Duarte. “Isso representa uma conquista pra Porto Esperança. É mais estrutura e conforto para os alunos e professores”, comentou. “Isso fazia falta pra gente aqui. A gente precisava mesmo desse espaço, não só os estudantes, mas toda a comunidade”, completou.

 

O prédio, reformado com recursos próprios da Prefeitura, foi finalmente cedido para o Município no final de 2014. Depois de receber ações emergenciais para não comprometer o ano letivo 2015, foi totalmente readequado e reestruturado. “Era um lugar bem feio, com tinta descascada e infiltrações. Agora ficou linda com as cores da bandeira de Corumbá”, afirmou Sara Talita Nascimento da Silva, de 15 anos.

 

A jovem, que mudou-se para o vilarejo em 2012, garantiu que o investimento a estimula ainda mais a seguir firme nos estudos. “Dá uma animada sim. A gente passa a ter mais vontade de vir pra aula”. A melhora foi sentida também pela equipe da Secretaria Municipal de Educação que trabalha no local.

 

A professora Nena de Arruda Nepomuceno dá aula na Escola Municipal Rural Polo Porto Esperança há três anos e sentiu literalmente na pele a obra executada pela Prefeitura. “Esse teto da cozinha estava todo descascado. O sifão da pia sempre quebrava porque o encanamento era muito antigo e vira e mexe a gente tinha que tomar banho de balde porque a água não chegava na caixa. E quando chovia, tínhamos que mudar as camas de lugar para não nos molharmos”, lembrou.

“Agora a estrutura melhorou 100%. O prédio está novo, com tudo funcionando bem. Nossas salas de aula agora têm ventiladores que funcionam mesmo”, afirmou, comemorando também o fim dos morcegos no forro da escola. “Agora está tudo fechado e não tem por onde eles entrarem”, explicou. As duas professores que trabalham na unidade de ensino ficam na região de segunda a sexta-feira, retornando para a cidade nos finais de semana. A escola hoje conta com 25 crianças e jovens matriculados do 1º ao 9º ano.  

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